Turma 1

Perfil das primeiras turmas

Mesmo sendo pioneiros e com a falta de tecnologias, os profissionais formados se superaram e são, hoje, ótimos profissionais

 

Em 2012, o curso de Comunicação Social, do Centro Universitário de União da Vitória (Uniuv), completou 10 anos de existência. Foi no mês de fevereiro de 2002, que 36 ingressos de Jornalismo e 17 de Publicidade e Propaganda deram início ao curso pioneiro na região. Ao todo, 19 homens e 17 mulheres buscavam a concretização de serem futuros jornalistas e os publicitários somavam nove homens e oito mulheres. Com o decorrer do curso, muitos, por motivos pessoais, desistiram ou adiaram temporariamente a formação. Os que persistiram até a formatura de Jornalismo somaram cinco homens e onze mulheres e Publicidade e Propaganda contava com cinco homens e três mulheres.

 

edinei1O jornalista Edinei Wassoaski, formado na primeira turma, relembra de todos os seus colegas e tem até hoje boas recordações. “Éramos os pioneiros, portanto, muita coisa era precária, os professores eram todos novos, também estavam aprendendo a dar aula, o que, em alguns casos, nos prejudicou. Outros, frise-se, enriqueceram e muito o nosso aprendizado. Mesmo com poucos recursos, conseguiam ensinar com qualidade ímpar”, declara.

 

Edinei também foi presidente da comissão de formatura e lembra que a integração de todos era bem tranquila e, como é comum em grandes turmas, havia algumas panelinhas. Eles também tiveram a oportunidade de conhecer vários veículos de comunicação, entre eles o jornal Gazeta do Povo e a Rede Paranaense de Comunicação (a TV RPC na época), durante visitas técnicas que fizeram na cidade de Curitiba.

 

“Apesar de (sermos) novos, percebia-se em todos uma força de vontade e empenho muito grande em ver o curso crescer e dar certo, esforço que rendeu ótimos frutos”, analisa. As expectativas de todos para o mercado de trabalho eram as melhores. O mercado regional ainda não tinha muitos profissionais qualificados nessas áreas. “Boa parte sonhava (trabalhar) com a RBS, Globo, RPC e Folha de S. Paulo”, revela.

 

Segundo Edinei, as tecnologias eram bem restritas para a realização dos trabalhos e viu um crescimento excelente na infraestrutura do curso no decorrer desses 10 anos.  “Eu conheci a internet na Uniuv, em 2000, pense! Os laboratórios só vieram depois da nossa turma formada. Tínhamos apenas o de fotografia”, descreve.

jussara_leiteJussara da Silva Leite também começou com a primeira turma de Jornalismo em 2002 e não foi o sonho de ser jornalista que a seduziu para fazer a graduação. “O que mais me atraiu para fazer o curso foi a grade curricular. Quando eu vi a grade eu disse, ah eu quero fazer isso. Eu não vim com nenhum sonho”, conta.

 

Para Jussara, o que mais lhe chamava a atenção no curso eram as aulas de redação, focando mais na dinâmica da reportagem. “Quando você faz uma reportagem não tem nada melhor do que você depois colocar no papel tudo aquilo que você resgatou de material”, relata. Segundo ela, o curso amadureceu muito neste período de existência. “Ele partiu de um adolescente super empolgado para hoje um adulto mais maduro e responsável”, avalia.

 

 

Festa Formatura 2005

Não foi a falta de laboratórios que impediu os alunos de realizarem ótimos trabalhos. “Deu para fazer muita coisa boa com o pouco que tinha. Eu acho que os alunos da primeira turma, que eu me lembro, eram muito empolgados, topavam qualquer desafio”, descreve Jussara. Até a forma como os acadêmicos se vestiam foi uma marca diferenciada das primeiras turmas.

 

“Eles (primeira turma) tinham por característica o modo mais certinho até no visual. Hoje, o pessoal tem os mais variados perfis e estilos e a cabeça dos alunos é muito diferente”, descreve a jornalista, que, por problemas particulares, concluiu seu curso com a segunda turma.

 

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